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Ética e Inteligência Artificial para o ensino da Engenharia

Por Angela Iara Zotti | 13 de setembro de 2017

Kuala i3g blogKuala Lumpur, capital da Malásia será o cenário onde as pesquisadoras Dra. Tânia Bueno e Milena Hoeschl apresentarão o artigo Fourth Industrial Revolution and the future of Engineering: Could Robots Replace Human Jobs?

Entre os dias 13 e 16 de novembro elas estarão presentes no congresso internacional World Engineering Education Forum (WEEF) 2017 que este ano debaterá o tema: The Era of Synergistic Collaboration, A Era da Colaboração Sinérgica.

Dra. Tânia Bueno

Dra. Tânia Bueno

O artigo fala sobre o aumento do uso da Tecnologia da Informação e da Inteligência Artificial. Nem percebemos, mas a IA está presente nas coisas mais simples que realizamos todos os dias. Quando fazemos uma busca no Google usando a nossa voz ou quando encontramos um filme graças às recomendações da Netflix.

A IA já está e continuará presente nas engenharias de software, assim como na rodoviária, na de produção, na engenharia mecânica. Essa combinação interfere na vida humana e apresenta novas oportunidades e desafios para o ensino da engenharia e futuros empregos.

Mas será que o ensino atual pode garantir que os futuros engenheiros sejam capazes de melhorar as conexões entre tecnologia e sociedade?

Milena B. Hoeschl

Milena B. Hoeschl

A academia e empresas estão preocupadas em aprimorar o modelo de ensino da Engenharia para um processo mais aberto à inovação com a inclusão de habilidades políticas e sociais. O papel da Engenharia na sociedade precisa se tornar mais visível e melhor compreendido.

No artigo, as autoras discutem como os critérios e recomendações éticas para a Inteligência Artificial podem influenciar nas políticas públicas e na forma como a Engenharia tem sido ensinada. As autoras se baseiam nas iniciativas The IEEE Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence and Autonomous Systems, USA NSTC’s Subcommittee on Machine Learning and Artificial Intelligence e Engineering Criteria 2000 para que as implicações éticas sejam abordadas e introduzidas nos processos de inovação, políticas de privacidade e segurança.

O papel da ética seria ajudar os profissionais a compreender suas responsabilidades para com todas as partes interessadas. Esta formação ética deve ser aumentada com ferramentas, técnicas e métodos para prevenir resultados inaceitáveis.

As autoras enfatizam que é preciso formar profissionais habilitados a garantir que os benefícios das tecnologias da IA sejam distribuídos de forma ampla e justa.

Referências utilizadas na elaboração deste artigo
1 – R. Kurzweil, How to Create a Mind: The Secret of Human Thought Revealed. 2012.
2 – The IEEE Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence and Autonomous Systems. Ethically Aligned Design: A Vision For Prioritizing Wellbeing With Artificial Intelligence And Autonomous Systems, Version 1. IEEE, 2016. available at http://standards.ieee.org/develop/indconn/ec/autonomous_systems.html.
3 – USA NSTC’s Subcommittee on Machine Learning and Artificial Intelligence,. “Preparing for the future of Artificial Intelligence.” Washington DC, October 2016.
4 – L. Lattuca, P. Terenzini, J. Fredricks Volkwein. Engineering Change: A Study of the Impact of EC2000. ABET, 2006. http://www.abet.org/wp-content/uploads/2015/04/EngineeringChange-executive-summary.pdf
5 – P. Stone, R. Brooks, E. Brynjolfsson, R. Calo, O. Etzioni, G. Hager, J. Hirschberg, S. Kalyanakrishnan, E. Kamar, S. Kraus, K. Leyton-Brown, D.Parkes, W. Press, A. Saxenian, J. Shah, M. Tambe, and A. Teller. “Artificial Intelligence and Life in 2030.” One Hundred Year Study on Artificial Intelligence: Report of the 2015-2016 Study Panel, Stanford University, Stanford, CA, September 2016. Doc: http://ai100.stanford.edu/2016-report. Accessed: April 8, 2017.
6 – http://www.weef2017.org

 

Categoria: #Notícia

Sobre o autor(a):

Angela Iara Zotti

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